EU vejo... EU falo... EU sinto... EU crio.

LEILA de luca

como crio

Quando pequena-6,7 anos- tive contato significativo com cores e imagens através de um sonho que se repetia. Sonhava com bolas coloridas, em cores primárias, que partiam de um fundo negro e vinham crescendo em minha direção. Como eu era muito nova e não entendia a demanda daquelas “luas cheias” que vinham se avolumando à medida que se aproximavam, sentia medo. Como o tempo, deixei de sonhá-las.


Hoje, desabrochados os frutos, compreendo as sementes.


Esse é meu modus operandi: Algo se destaca do escuro... inconscientes correntes... e vem em minha direção...como um rio caudaloso... e quanto mais perto chega, maior se torna e se derrama na superfície em simbólicas formas onde, em seu curso, rolam e integram-se palavras e cores. E um corpo redondo, grávido de magia, pois a magia me guia, manifesta-se dando ao mesmo tempo início e fim à criação. Ainda sinto medo, mas as “luas cheias” que tingem os pincéis e colorem as lentes e os corpos fazem a parturição dele, traduzindo-o e transformando-o.

assim é.

eu vejo

SÉRIE


ela,

o feminino

"Água, movimento, curvas, nutrição, leveza e profundidade em linhas e algumas cores em acrílica, carvão e pastel (...)"

SÉRIE

diálogos

mudos

"Expressões, olhares, corpos: vibrantes, melancólicos, instigados."

SÉRIE


2

"Olhando fundo e além, ou por um outro ângulo, essa mesma forma se trans-forma, como numa espécie de caleidoscópio (...)"

SÉRIE


o olhar

"Nas obras, essa relação de reconhecimento, de si e do outro, se dá através da contraposição dos pares que se mostram unificados em mesmas técnicas e cores (...)"

SÉRIE


oníricos

"Penso que real é aquilo que alimentamos com veemência.

Quanto mais olho para o estranho, menos estranho ele me parece."

SÉRIE


surgências

"(...) é uma vivência de maravilhamento causado por encontros inesperados que surgem num ato espontâneo, simples e complexo, nada paradoxal. Revelador!..."

SÉRIE


arcanos

"Um mergulho no inconsciente que disse a que veio no meio do processo de criação"

SÉRIE


a forma e

a palavra

"É um Oráculo inspirado nas ancestrais Runas

Celtas, mais tarde pude perceber, como Minerva que alça vôo ao entardecer."

eu falo

" Quero apagar tudo e nascer. Só. Como se a vida pregressa, com todo perdão e gratidão que tenho por ela desaparecesse.

E nesse começo, seria um broto límpido, forte já de nascença, reluzente e inocente - jamais ingênuo."

CAMINHANDO EM CÍRCULOS

eu sinto

Artista contemporânea, nascida em Belo Horizonte, Leila de Luca é graduada em Filosofia pela PUC-MG.


Autodidata nas artes, iniciou seu caminho artístico em 1998 com o que chama de “Pinturas Habitáveis”, onde a tela eram os objetos de uso cotidiano (camisetas, lenços de seda, roupas de cama e porcelana), só depois veio o interesse em pintar telas propriamente ditas.


No campo das artes visuais, realizou uma exposição oficial no Fórum da Cultura da UFJF, em novembro de 2019, intitulada “2”, com pinturas e desenhos, participou de mostras de arte em ateliês de outros artistas e em feiras culturais e atualmente também explora artisticamente as potencialidades/linguagem da fotografia.


No campo da escrita, foi finalista na página do Facebook Desafio dos Escritores em 2013, no concurso Crônicas de Minas e tem um artigo publicado em coautoria com outras mulheres no projeto/livro Xá Com Elas em 2021, além de vários poemas e crônicas ainda não publicados. Produziu também poemas e textos gravados para o Blog da Quixote+Do e em 2022 publicou o livro "Caminhando em Círculos".


Cada vez mais vem entrelaçando seu trabalho plástico ao que escreve e vice-versa, praticando o que propõe: o ser integral.


Afinal, nas palavras de Clarice Lispector, “Como é que se explica que meu maior medo seja exatamente em relação a ser? E no entanto, não há outro caminho”.


A arte, para ela, é o ser sendo na sua forma mais autêntica.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Diálogos Mudos

Série de dezenove trabalhos, produzidos em 2013. Aqui representados por:

Profundo ou O Mestre, 30x40 cm, tinta acrílica sobre papel canson, 2013.

O Bigode e o seu significado, 30x40 cm, tinta acrílica sobre papel canson, 2013.


2

Série de sete trabalhos, produzidos em 2018. Aqui representados por:

ÂnimaÂnimus, 30×40 cm, acrilica sobre papel canson, 2018.

Digressão, 30×40 cm, acrilica e lápis pastel sobre papel, 2018.


Ela, o feminino

Série de vinte trabalhos, produzidos entre 2016 e 2018. Aqui representados por:

Concêntrica, 80x100 cm, acrílica sobre tela, 2018.

Sutil, 10x14 cm, caneta nanquim sobre papel, 2017.


O Olhar

Série de três dípticos, produzidos em 2018. Aqui representados por:

Olhar 2, 30 × 21 cm (cada obra), tinta acrílica sobre papel Kraft, 2018.


Oníricos

Série de nove trabalhos, produzidos em 2013/2014. Aqui representados por:

Mergulhus Suspirus, 30 x 42 cm, óleo e acrílica em canson, 2013/2014.

Trilupa, 42 x 60 cm, acrílica em canson, 2013/2014.


Surgências

Série de fotografias em contínua atualização. Aqui representada por:

Sem nome, fotografia, 2022.


Arcanos

Série de vinte e dois trabalhos, produzidos entre 2018 e 2020. Aqui representados por:

A Imperatriz, 20x30cm, acrílica em canson, 2018/2020.

O Eremita, 20x30cm, acrílica em canson, 2018/2020.


A Forma e a Palavra

Série de doze desenhos, produzidos entre 2018 e 2020, vinte e duas fotos, produzidas em 2021 e uma flâmula bordada.

Aqui representados por:

Cura. 20 x 12 cm, nanquim sobre papel, 2018/2020.

Cura, 20 x 12 cm, fotografia, 2021.


Caminhando em Círculos

CAMINHANDO EM CIRCULOS, 1ªED.(2022), Autora: Leila de Luca, Foto da capa: Leila de Luca, Editora: Kotter.


Acesso às séries na íntegra:

AQUI

Leila de Luca

@artedeveseravida

lmo.luca@gmail.com

MATERIAL PRODUZIDO POR:



projetos artísticos e culturais

@revoada.arte